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Apesar de toda a volatilidade e incertezas, no mês de março prevaleceram os ativos de renda variável. O Ibovepa fechou em 116.633 pontos, uma alta de 6% no mês, perdendo apenas para o Bitcoin que rendeu 30,75%.




Fonte: Broadcas



A Renda Fixa passou por diversos ajustes. Com a alta de Selic (de 2% para 2,75%) mais alta que o consenso do mercado e ainda com o COPOM avisando que subirá mais 75 pontos na próxima reunião, prejudicou os títulos pré-fixados e os atrelados ao IPCA.


Para o mercado de ações, apesar de termos vivido o pior mês da pandemia até o momento, outros fatores pesaram positivamente. Por aqui tivemos a aprovação da PEC Emergencial que permite o retorno do auxílio emergencial, respeitando a responsabilidade fiscal. Tivemos ainda uma reforma ministerial entendida pelo mercado como um apaziguamento entre o Legislativo e o Executivo.


Nos EUA tivemos a aprovação do pacote de estímulos de US$1,9 trilhão, sim, você entendeu certo: dinheiro infinito! Além disso, a vacinação por lá ganha tração e mostra uma recuperação mais rápida da economia.


Quanto ao dólar, com a elevação da Selic mais rápida do que o mercado esperava, leva a uma acomodação. Em um mundo de juros zero, quem tem 5% (Projeção FOCUS para final de 2021 da Selic) ao ano, é Rei. Somos, novamente, um destino atrativo para os investidores mundiais, claro, ainda precisamos sinalizar que vamos consertar nosso risco fiscal.


Ações com maior valorização em março:

Fonte: B3


Maiores quedas no mês de março:

Fonte: B3



Rodrigo G. Caceres Barion

Assessor de investimentos na br.Investe | Safra Investe

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Atualizado: Mar 31


Segundo a FGV (Fundação Getúlio Vargas) o IGP-M de março de 2020 foi de 2,94% divulgado dia 30/03, com esse resultado, nos últimos 12 meses o índice acumula uma alta de 31,10%.


Vamos voltar um pouco. Você sabe o que é o IGP-M? Ok, índice para reajustar o aluguel. Sim, mas vamos desenvolver um pouco mais...

Foi desenvolvido no final dos anos 40. Mensalmente a FGV apuras os preços entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês atual.


A FGV faz uma média entre 3 índices:


- IPA-M (Índice de Preços ao Produtor Amplo – Mercado) – Peso 60%

Preços recebidos pelos produtores domésticos, tanto industriais quanto agropecuários. Já deu para começar a entender, certo? Não? Então não viu para quanto foi a soja, milho?


- IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor – Mercado) – Peso 30% Aqui mede-se o poder de compra do consumidor, como alimentação, educação, transporte...

- INCC-M (Índice Nacional do Custo da Construção – Mercado). – Peso 10%

Por fim, com apenas 10% de peso, mas como sentimos nesses últimos 12 meses... Aqui é medido o Custo para construir.


E como ficam os contratos de aluguel?

Segundo o índice FipeZap o reajuste dos aluguéis nos últimos 12 meses estão em 2,7%. Sim, apenas 2,7%. Desde o início da série DataZap em 2009 nunca houve um descolamento tão relevante entre reajuste dos aluguéis e o IGP-M.


Quase 60% do IGP-M estão relacionados ao atacado e apenas 30% refletem os preços ao consumidor, por isso é que houve tamanha divergência. Atualmente, pesa sobre o IGP-M, alta do dólar, reajuste dos preços das commodities e claro, choque de oferta em algumas indústrias em função da pandemia.


Claro, que você não tem culpa, nem deveria ter seu aluguel reajustado em 30% porque a China resolveu comprar mais minério e soja... Começam os questionamentos, se os brasileiros que tem seus salários reajustados pelo IPC-A não deveria também ter seus contratos de aluguel também reajustados desta mesma maneira?



Concluo que estamos em um momento onde todos perdem... Se você é proprietário de um imóvel, saiba que não será possível reajustar nem de porto com o índice IGP-M. Se você é o inquilino, hora de apresentar ao proprietário as inúmeras divergências causada por esta pandemia, e evidenciar que o índice FipeZap esta muito mais condizente com a atual situação do país.


Fonte: https://fipezap.zapimoveis.com.br/



Rodrigo G. Caceres Barion

Assessor de investimentos na br.Investe | Safra Investe

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  • Rodrigo Barion

Atualizado: Mar 31



Este é, sem dúvida, "o grande" risco do Brasil.


Desde sempre, o Brasil gasta mal e gasta muito! A história de abrir a carteira, como se não houvesse amanhã, ficou ainda mais séria depois 2012.


No ano de 2020 o que já era grave, ficou ainda pior. Com a baixa arrecadação, somada a necessidade de investimentos, tanto social, quanto na saúde, terminamos o ano com um rombo de R$ 745,266 bilhões do Governo Central. Isso mesmo, somando toda a arrecadação, menos as despesas ficamos no cheque especial em R$745 bilhões. Em 2019, ficamos no vermelho em R$ 429,154 bilhões, só para ver que o problema sempre existiu, a pandemia apenas acelerou. Toda dívida tem um custo, claro! A dívida do Brasil custou R$ 312,427 bilhões em 2020. Sim, R$312 bilhões em juros só em 2020... E você achando que pagou muito para sua operadora de cartão de crédito...


E qual o tamanho da nossa dívida?

R$6.615.000.000.000,00


Difícil de ler, não? R$ 6,615 trilhões. Para relativizar, 89% do nosso PIB (Produto Interno Bruto - soma, em valores monetários, de todos os bens e serviços produzidos internamente, desde o pãozinho, o carro até o cabeleireiro).


Ok! Devemos muito.


Você emprestaria dinheiro para o seu cunhado, que anda com roupas caras, carro importado, só come em restaurantes caros e esta extremamente endividado?


Eu também não... Essa mesma dinâmica se enquadra aos credores brasileiros. Será que o Brasil consegue cortar os gastos (andar de carro popular), aumentar a arrecadação para que, em algum momento consiga ficar no azul (superávit)?


Se mostrarmos que sim, temos excelentes oportunidades para atrair os "gringos". Pontes, ferrovias, linhas de saneamento, ... ávidos por investidores. Como resultado teremos desenvolvimento, geração de emprego, dólares entrando. O inverso é verdadeiro. A insolvência do país espanta os investires, vide os hermanos (Argentina).


Enfim, temos um grande abacaxi nas mãos. Cortar custos significa cortar benefícios. Cortar benefícios significa conflito com os trabalhadores, que significa menos votos na próxima eleição. Este é o nosso dilema!


Vamos ouvir falar muito da tão sonhada Reforma Administrativa. Mas essa vai ficar para a próxima semana...







Dúvida e sugestões, ficarei feliz em interagir: Instagram: @rodrigo_barion



Rodrigo G. Caceres Barion

Assessor de investimentos na br.Investe | Safra Investe






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