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  • Rodrigo Barion

A equipe econômica do Governo apresentou ao Congresso nesta sexta, dia 25/06, uma proposta referente à 2a fase da Reforma Tributária que, entre outros temas, altera a legislação acerca da tributação de investimentos no mercado financeiro.

A proposta apresentada tem como principais objetivos: (i) facilitar a vida do investidor, (ii) harmonizar o tratamento de grandes e pequenos e (iii) cortar alguns privilégios. Em resumo, as medidas previstas tornam mais simples as obrigações tributárias dos investidores e uniformizam o tratamento dado aos diversos tipos de fundos de investimento atualmente existentes.

Dentro deste escopo, os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) acabaram sendo abrangidos pela proposta. As mudanças mais significativas incluem a tributação dos dividendos pagos pelos FIIs, que até então eram isentos de IR, e a redução da alíquota de IR sobre ganho de capital na alienação das cotas, de 20% para 15%.

Nos últimos dias, as conversas em torno deste tema trouxeram certa apreensão aos investidores de FIIs o que levou a uma forte queda do IFIX. Havia, no entanto, dúvidas quanto à inclusão de FIIs na proposta, bem como uma expectativa em relação ao estabelecimento de um teto de isenção para investidores que ganham até R$ 20 mil por mês, o

que acabou não se confirmando. Assim, com a apresentação oficial da proposta, as cotas de FIIs intensificaram as perdas. O IFIX chegou a cair 3,22% no decorrer do pregão, encerrando o dia com queda de 2,02%.

Neste primeiro momento, é natural que ocorra uma correção mais forte nos preços dos ativos, dado que os investidores ainda estão assimilando o potencial impacto que essa redução de 15% nos dividendos poderá trazer. Além disso, um menor apetite dos investidores por FIIs deve fazer com que muitos fundos cancelem ou posterguem novas emissões de cotas. A médio, prazo, no entanto, esperamos que os preços se ajustem em direção a um novo equilíbrio fazendo com que o mercado de FIIs retorne gradualmente à normalidade. Além disso, considerando o Dividendo Yield médio de cerca de 7% que atualmente é pago pelos FIIs em geral, consideramos que, mesmo diante da tributação de 15% sobre os dividendos, o spread em relação à remuneração do tesouro IPCA faz com que o investimento em FIIs siga como uma opção bastante atrativa. Por fim, é preciso ressaltar que a proposta de reforma ainda será apreciada pelo Congresso e, eventualmente, poderá sofrer algum ajuste ou alteração antes de ser efetivamente sancionada.



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  • Rodrigo Barion


Apesar de toda a volatilidade e incertezas, no mês de março prevaleceram os ativos de renda variável. O Ibovepa fechou em 116.633 pontos, uma alta de 6% no mês, perdendo apenas para o Bitcoin que rendeu 30,75%.




Fonte: Broadcas



A Renda Fixa passou por diversos ajustes. Com a alta de Selic (de 2% para 2,75%) mais alta que o consenso do mercado e ainda com o COPOM avisando que subirá mais 75 pontos na próxima reunião, prejudicou os títulos pré-fixados e os atrelados ao IPCA.


Para o mercado de ações, apesar de termos vivido o pior mês da pandemia até o momento, outros fatores pesaram positivamente. Por aqui tivemos a aprovação da PEC Emergencial que permite o retorno do auxílio emergencial, respeitando a responsabilidade fiscal. Tivemos ainda uma reforma ministerial entendida pelo mercado como um apaziguamento entre o Legislativo e o Executivo.


Nos EUA tivemos a aprovação do pacote de estímulos de US$1,9 trilhão, sim, você entendeu certo: dinheiro infinito! Além disso, a vacinação por lá ganha tração e mostra uma recuperação mais rápida da economia.


Quanto ao dólar, com a elevação da Selic mais rápida do que o mercado esperava, leva a uma acomodação. Em um mundo de juros zero, quem tem 5% (Projeção FOCUS para final de 2021 da Selic) ao ano, é Rei. Somos, novamente, um destino atrativo para os investidores mundiais, claro, ainda precisamos sinalizar que vamos consertar nosso risco fiscal.


Ações com maior valorização em março:

Fonte: B3


Maiores quedas no mês de março:

Fonte: B3



Rodrigo G. Caceres Barion

Assessor de investimentos na br.Investe | Safra Investe

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  • Rodrigo Barion

Atualizado: 31 de mar. de 2021


Segundo a FGV (Fundação Getúlio Vargas) o IGP-M de março de 2020 foi de 2,94% divulgado dia 30/03, com esse resultado, nos últimos 12 meses o índice acumula uma alta de 31,10%.


Vamos voltar um pouco. Você sabe o que é o IGP-M? Ok, índice para reajustar o aluguel. Sim, mas vamos desenvolver um pouco mais...

Foi desenvolvido no final dos anos 40. Mensalmente a FGV apuras os preços entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês atual.


A FGV faz uma média entre 3 índices:


- IPA-M (Índice de Preços ao Produtor Amplo – Mercado) – Peso 60%

Preços recebidos pelos produtores domésticos, tanto industriais quanto agropecuários. Já deu para começar a entender, certo? Não? Então não viu para quanto foi a soja, milho?


- IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor – Mercado) – Peso 30% Aqui mede-se o poder de compra do consumidor, como alimentação, educação, transporte...

- INCC-M (Índice Nacional do Custo da Construção – Mercado). – Peso 10%

Por fim, com apenas 10% de peso, mas como sentimos nesses últimos 12 meses... Aqui é medido o Custo para construir.


E como ficam os contratos de aluguel?

Segundo o índice FipeZap o reajuste dos aluguéis nos últimos 12 meses estão em 2,7%. Sim, apenas 2,7%. Desde o início da série DataZap em 2009 nunca houve um descolamento tão relevante entre reajuste dos aluguéis e o IGP-M.


Quase 60% do IGP-M estão relacionados ao atacado e apenas 30% refletem os preços ao consumidor, por isso é que houve tamanha divergência. Atualmente, pesa sobre o IGP-M, alta do dólar, reajuste dos preços das commodities e claro, choque de oferta em algumas indústrias em função da pandemia.


Claro, que você não tem culpa, nem deveria ter seu aluguel reajustado em 30% porque a China resolveu comprar mais minério e soja... Começam os questionamentos, se os brasileiros que tem seus salários reajustados pelo IPC-A não deveria também ter seus contratos de aluguel também reajustados desta mesma maneira?



Concluo que estamos em um momento onde todos perdem... Se você é proprietário de um imóvel, saiba que não será possível reajustar nem de porto com o índice IGP-M. Se você é o inquilino, hora de apresentar ao proprietário as inúmeras divergências causada por esta pandemia, e evidenciar que o índice FipeZap esta muito mais condizente com a atual situação do país.


Fonte: https://fipezap.zapimoveis.com.br/



Rodrigo G. Caceres Barion

Assessor de investimentos na br.Investe | Safra Investe

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